Entrevista com Prático – Guido Botto

Passei na quarta tentativa. E valeu a pena.

Entrevistas como essa são muito importantes para entendermos o que significa uma determinação inabalável. Na quinta edição da nossa série Entrevista com o Prático, tivemos o prazer de conversar com o Prático Guido Botto, da ZP 14, sobre a trajetória dele até passar no concurso e entrar na profissão. Confira!

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Além da transcrição abaixo, você também pode ouvir a conversa em nosso canal do Youtube:

 

Transcrição da entrevista com Prático Guido Botto

Entrevistador – Primeiro, fala para a gente: qual é o seu nome e qual é a Zona de Praticagem que você trabalha?

Guido – Meu nome é Guido Botto de Barros, o pessoal me conhece como Botto. Eu trabalho na ZP-14, em Vitória/ES.

Entrevistador – Guido, como você ouviu falar sobre a Praticagem?

Guido – Eu trabalhava na Marinha e sabia que existia, mas nunca dei tanta atenção. Estava em um momento na minha carreira em que estava procurando uma coisa melhor para fazer. Senti que eu tinha um potencial e que poderia conseguir uma coisa melhor. Então, eu tinha decidido fazer um concurso público. Quando eu estava nesse processo de escolher um concurso, participei de um evento e estava conversando com uns amigos sobre isso e um deles falou sobre a Praticagem, me explicou um pouco como funcionava.

Entrevistador – Você conhecia alguém da área então?

Guido – Não, não. Eu não conhecia ninguém na área. Esse amigo era um colega de turma e ele só conhecia um pouco mais, mas estava que nem eu. Ele não conhecia nenhum Prático, a gente não conhecia ninguém que efetivamente trabalhasse. Eu vim conhecer só depois durante a preparação, que eu acabei conhecendo alguns Práticos.

Entrevistador – E como é que foi essa decisão de se tornar Prático?

Guido – Então, eu estava com esse meu amigo nesse evento, ele falou sobre a Praticagem e aí eu voltei para minha sala, continuei minha preparação para o concurso, imprimi o edital. Ele entrou na minha sala, com um livro na mão e colocou na minha mesa. Ele disse: Olha, abriu o edital para a Praticagem, que eu estava te falando, lembra? Vamos estudar? Aí que eu comecei a pesquisar melhor, entender como era o trabalho. E eu falei, poxa, meu pai me ensinou a velejar muito cedo, eu sempre tive uma vida ligada ao mar, né? E, eu era da Marinha, veleja muito e falei: por que não? O Prático carrega a essência do marinheiro. Movimentar aqueles navios todos e fazer a manobra com segurança, tem que ser um marinheiro de verdade. Então, eu falei: por que não? Por que não fazer? Achei super interessante. Eu falo inglês, então inglês não seria um problema. Eu tinha me formado também em engenheiro. A parte de exatas também não seria um problema. Então eu falei: Tá! Esse concurso está interessante. E sobre a carreira, eu falei: é uma carreira bacana, uma vida bacana. Então, a decisão foi nesse momento. Que esse meu amigo entrou na minha sala, começou a conversar comigo e deixei o outro edital de lado e falei: Não, vamos lá! Vamos estudar para a Praticagem.

Entrevistador – E aí você dedicou atenção integral para a Praticagem?

Guido – Isso! Como tinha acabado de abrir o edital e eu tinha ali um horizonte de três meses para estudar, comecei a me dedicar e todo o meu tempo livre foi para estudar. O concurso era só para a ZP-01, lá para Fazendinha, e tinha muito tempo que não tinha concurso. Então eu falei: Vamos lá! Fiz a preparação toda, me dediquei durante esses três meses para estudar, e estava confiante. Fui para a prova confiante.

Entrevistador – E como foi sua preparação? Você se preparou sozinho?

Guido – Então, eu me ajuntei com esse meu amigo que me ajudou a tomar a decisão e começamos a estudar juntos. Aí a preparação foi como sempre fiz com concurso: Lia a matéria toda, fazia o resumo, e no final tentava fazer uma revisão antes da prova para chegar preparado. Eu deixava as questões (que eu tinha questões para fazer) no final para dar aquela polida final e tal. E aí o que aconteceu: eu fui para Belém, fiz a prova e estava confiante. Mas tinham 42 vagas e eu fiquei em 72º. Não passei. Aí, falei: Não! Foi porque tive pouco tempo para estudar, então, vou continuar já. Não passei, não vou deixar isso me abalar, vou em frente. Então continuei. Comecei a estudar de novo, li toda matéria de novo. Basicamente, minha preparação sempre foi essa: ler a matéria inteira, fazer revisão e tentar fazer um sprint final antes da prova para chegar preparado.

De 2006 para 2008, eu tive uma mudança, fui transferido para São Paulo, então a preparação não foi tão forte nesse momento, e não tinha nenhum edital. Então eu estava em um estudo mais tranquilo, entendia a matéria lendo os conceitos e tudo mais. Abriu o edital, eu aumentei o meu ritmo de estudos e tinham 118 vagas. Então, falei: é essa prova, vamos lá. Eles (DPC/Marinha do Brasil) só tinham preenchido as necessidades da ZP-01. Então agora seria para preencher as necessidades das outras ZP’s. Me juntei com outro amigo também. Acho que isso é bacana, não ficar estudando sozinho. Trocar experiências com uma outra pessoa que esteja mais ou menos no mesmo ritmo que você, isso foi bacana. Mas, dessa vez, nesse segundo concurso, de 118 eu fiquei lá por volta dos duzentos e pouco. Também não passei. Tomei um baque. Levei meu segundo baque. Mas aí eu falei: bom, vamos lá, vamos estudar. Não foi, mas eu poderia ter estudado mais. Vamos lá, vamos recomeçar tudo. Aí abriu o edital novamente, mesmo roteiro, mas eu já tinha dois concursos de histórico. Então eu estava mais confiante ainda. E foi, estudei, e passei na prova escrita. Foi uma alegria e tudo mais. Mas eu não passei na prova oral, a prova prático-oral. Foi aí que eu conheci o Curso H.

Como não tinha nenhuma ideia de como era a prova prático-oral, fiz o Curso H e foi muito bom. Conheci um monte de gente e vi que eu realmente não sabia nada sobre a Praticagem, não tinha ideia. Eu só achava que conhecia alguma coisa. Então, o Curso H nesse momento foi muito bom para mim, para a preparação da prova prático-oral. Fiz o simulador em Seattle (Estados Unidos) e também foi muito bacana. Mas, infelizmente, eu estava em 115º na prova escrita e tinham 80 vagas. E, depois da prova prático-oral, eu só consegui ficar em 105º. Então, dessa vez também, eu não consegui. E, nesse momento, tomei um baque. Eu era muito convencido. Sempre fui bem em prova, gostava de estudar e aquele momento me abalou bastante. Minha esposa fala até que eu entre em depressão nesse período e, então, ela falou para mim: olha, você tem que decidir o que vai fazer. Você não pode ficar desse jeito. Por que você não faz o Curso H? O curso inteiro, do início… Aí eu falei: Poxa, mas o Hercules tem a mesma preparação que eu. Ele era da Marinha e tudo mais. Mas aí ela falou: mas ele foi o primeiro. Tem alguma coisa para te dizer. Então eu tomei a decisão e me matriculei no Curso H.

Cheguei na sala do curso no primeiro dia, aquela sala lotada, mais de 120 pessoas. Todo mundo estudando, motivados. E naquele momento eu tomei a decisão. E as primeiras aulas do curso são muito motivantes. Então, eu falei: não, agora vai. Não quero saber, essa é a minha vez. E todo mundo falava: mas não tem nenhum concurso. Já teve dois concursos grandes, agora vai ter a prova para 20 pessoas no máximo. Então, a decisão que eu tomei foi que eu teria que ser o primeiro. Não poderia pensar que ficaria no meio e passar. Eu tinha que ser o primeiro. E sem um concurso no horizonte, falei: esse ano eu vou ler a matéria inteira e fazer duas revisões. Quando chegar no final do ano vou estar pronto para o concurso. E, se não tiver concurso, penso e faço o planejamento. E eu já estava nesse ritmo estudando, gravei a matéria no celular e ficava no carro ouvindo. E São Paulo tem um monte de trânsito. Então, quanto mais trânsito, mais eu estudava. E foi um ano muito… me dediquei bastante. Chegava do trabalho e estudava. Final de semana não tinha folga, eu estudava o dia inteiro. Aos domingos, às vezes, a minha esposa conseguia me arrastar para um almoço de família. Mas, na maioria das vezes, eu fiquei em casa estudando e não tinha concurso. E aí, para minha surpresa, abriu um concurso com 200 vagas e eu estava no meio da revisão. Eu falei: É essa agora. Não quero saber. Aumentei o ritmo de estudos e, graças a Deus, foi dessa vez, na quarta vez, eu consegui a aprovação em uma Zona de Praticagem ótima. Minha preparação foi assim: quatro concursos, com altos e baixos, mas sempre lutando.

Entrevistador – E muita determinação. Como foi a sensação quando soube que tinha passado?

Guido – Poxa, foi indescritível. Foi indescritível. A sensação de passar na prova escrita já foi indescritível e, depois, quando eu fiquei sabendo, não dá para descrever. É uma sensação boa, toda aquela dedicação, toda aquela preparação dando certo é uma sensação maravilhosa. Foi muito bom, foi muito bom.

Entrevistador – Hoje, como Prático, a carreira era o que você esperava?

Guido – Cara, eu posso falar que é mais do que eu esperava. É mais do que eu esperava a carreira. Ela te exige. Você tem que se manter atualizado e tudo, mas é muito bacana. É uma carreira muito gratificante.

Entrevistador – E o que você mais gosta?

Guido – Essa sensação de você terminar a manobra e o comandante, que já é um profissional experiente, te agradecer por ter feito a manobra com segurança é muito bacana.

Entrevistador – Se você pudesse dar alguma dica para quem está começando a estudar agora e quer ser Práticos de Navios, qual seria seu conselho para os aspirantes?

Guido – Cara, acho que é se manter motivado. É não deixar nada te derrubar. Não desistir. Acho que esse é que é o conselho principal. É não desistir, entendeu? Não deixar nada te derrubar, nada te jogar para baixo, que todo esse esforço vai valer a pena. Então é se manter motivado, é não desistir, se manter motivado, que estudo com motivação rende muito mais do que você está ali achando que… Teve momento ali que eu não aguentava mais a matéria, o livro eu já conhecia e aquilo dava sono, então… Por isso que eu falo que o Curso H foi aquele diferencial, né? E me manteve motivado. Então, é não desistir, se manter motivado que depois vai valer a pena. Esse eu acho que é o principal conselho.

Entrevistador – Entendi. Tem mais alguma coisa que você acha que seria legal falar para quem está pensando em se tornar Prático?

Guido – Olha, é uma carreira muito bacana. Você tem que se dedicar sim, tem que se mantar atualizado. Quando você está na escala exige de você, mas é uma carreira que você consegue conciliar o trabalho com a vida familiar, com a vida pessoal. Então, é uma carreira que vale a pena e essa característica da escala, de você poder conciliar com a vida pessoal, dá para ter uma vida tranquila, uma vida estável, sem dor de cabeça, entendeu? Então, o conselho que eu dou é esse de você não desistir que vale a pena. O que eu posso dizer é isso. A carreira é bacana e todo esse esforço que está tendo agora na preparação, no final, vai valer a pena. Essa é a mensagem que eu deixo.

Entrevistador – Entendi. Poxa, Guido, muito obrigado pela entrevista!

Guido – Não, não. Obrigado vocês! Agradeço e aproveito de novo para agradecer ao Hercules, agradecer ao Curso H, que o Curso H foi a decisão que faltava para passar depois desse tempo todo, dessa preparação toda.

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Resumo das experiências profissionais:

– Prático dos portos do Estado do Espírito Santo (desde 2009).
– Aprovado em primeiro lugar na prova escrita do processo seletivo de 2008. – Piloto de caça do Primeiro Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque (2002 a 2008).
– Gerente de Manutenção e Logística das aeronaves de caça da Marinha, no Comando da Força Aeronaval (2008).
– Professor da cadeira de Aerodinâmica do curso de formação de Aviadores Navais (2005-2006).
– Aviador Naval, tendo-se formado após quatro anos de cursos nas Marinhas Norte-Americana e Argentina (1999 a 2002).
– Como Oficial do Corpo da Armada da Marinha do Brasil, realizou viagem de circunavegação no NE Brasil (1997) e embarcou em navios da Marinha, desempenhando várias funções a bordo e desenvolvendo sua qualificação profissional em navegação e náutica.
– Formado pelo Colégio Naval (1990) e bacharel em Ciências Navais pela Escola Naval, com especialização em sistemas de armas (1996).

Ao longo de 18 anos de carreira na Armada da Marinha do Brasil, realizou diversos cursos, dentre os quais se destacam os seguintes:
– Curso de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA, 2006);
– Curso de Estado Maior para Oficiais Intermediários (Escola de Guerra Naval, 2005);
– Curso de Preparação para Recebimento de Aeronaves (Instituto de Aeronáutica e Espaço, Centro Tecnológico da Aeronáutica, 2004), primeiro colocado;
– Qualificação de Pouso a Bordo de Porta-Aviões (USS John F. Kennedy, 2002);
– Advanced Strike Flight (Meridian NAS, US Navy, 2001-2002);
– Oral Proficiency Skills for Aviation (Defense Language Institute, Department of Defense, EUA, 2001);
– Curso Avançado de Caça e Ataque (Primera Escuadrilla Aeronaval de Ataque, Armada Argentina, 2000);
– Curso de Formação de Aviadores Navais (Escuela de Aviación Naval, Armada Argentina, 1999), primeiro colocado;
– Curso de Guerra Eletrônica para Oficiais (CAAML, 1998);
– Curso de Especialização de Armamento para Oficiais (CIAW, 1997).

Fundou o Curso H em outubro de 2010, e desde então se dedica a prover aos seus alunos a mais completa preparação para todas as etapas do processo seletivo para Praticantes de Prático.

Hercules Lima

Prático

Resumo das experiências profissionais nas áreas afins:

– Capitão–de–Mar–e–Guerra (RM1) do Corpo da Armada, Hidrógrafo.
– Curso de Aperfeiçoamento de Hidrografia para Oficiais da Marinha – 1º lugar com distinção;
– Comandante do Navio Hidrográfico “Argus” da DHN;
– Comandante do Navio Hidro-Oceanográfico “Almirante Graça Aranha” da DHN;
– Comandante do Aviso Hidrográfico “Camocim” da DHN;
– Chefe da “Comissão de Levantamentos Hidrográficos da Amazônia” (COLAM);
– Imediato, Chefe dos Departamentos de Hidrografia e Oceanografia e Encarregado de Navegação de vários navios hidrográficos e oceanográficos da DHN;
– Encarregado de Navegação do Navio-Escola “Brasil” em viagem por 28 países de quatro continentes;
– Chefe do Departamento de Instrução da DHN;
– Encarregado da Divisão de Cartografia da DHN;
– Instrutor das disciplinas Cartografia, Hidrografia, Construção da Carta Náutica e Geologia Marinha do Curso de Aperfeiçoamento de Hidrografia para Oficiais da Marinha;
– Autor do livro “Capitão Amador – Navegação Segura em Cruzeiros de Alto-mar”, recomendado pela Marinha para a prova de Capitão-Amador.
– Professor das matérias Meteorologia, Oceanografia, Navegação em Águas Restritas, Publicações da DHN, Comunicações, Manobras de Navios, Sinalização Náutica e Gerenciamento de Passadiço para concursos para Praticante de Prático.
– Professor de cursos de preparação para Capitão-Amador e Mestre-Amador, Meteorologia, Oceanografia, Planejamento de Cruzeiro Oceânico, Navegação Eletrônica e Navegação Astronômica.
– Professor de aulas práticas de utilização de aparelhos eletrônicos de navegação (radar, AIS, GPS e ecobatímetro).

Jaime Felipe

Capitão–de–Mar–e–Guerra

Resumo das experiências profissionais nas áreas afins:

Engenheiro da Computação e Matemático.
Ex-aluno do Curso H.

Resumo das experiências profissionais:

– Petrobras CENPES, pesquisador na área de detecção de vazamentos (escoamento confinado), 2012 a 2014;
– WesternGeco Schlumberger, trabalhando embarcado com serviços de sísmica;
– Curso Elite, professor de matemática, Porto Alegre, 2003;
– Curso Mauá, professor de matemática, Porto Alegre, 2000 a 2003.

Formação acadêmica:

– Engenharia da computação, IME, Rio de Janeiro, 2004 a 2008;
– Matemática, UFRGS, Porto Alegre, 2000 a 2003.

Thyago Kufner

Engenheiro e Matemático

Resumo das experiências profissionais:

Nicolas Klachquin

Professor

Resumo das experiências profissionais:

– Mais de 10 anos de experiência em telecomunicações, tendo trabalhado como Engenheiro e Gerente de Projetos para as empresas Vivo e Nextel, no Brasil, e para a Kordia Solutions, na Austrália, durante 5 anos.
– Gerente de Projetos de logística de medicamentos na Luft Logistics.

Formação acadêmica:

– MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios (FVG – SP);
– Engenheiro Eletricista pela Universidade Federal da Bahia (UFBA);
– Curso de Especialização em Telecomunicações (UFBA);
– Engenheiro de Áudio pela Escola de Engenharia de Áudio (SAE), Brisbane, Austrália;
– Capitão Amador.

Ex-aluno do Curso H.

Pablo Zuniga

Engenheiro Elétrico

Formação Acadêmica:

Bacharel em Análise de Sistemas – 2007 – Universidade Estácio de Sá
Pós-Graduação em Gerenciamento de Projetos – COPPEAD / UFRJ (2009)

Paulo Freitas

Analista de Sistemas

Resumo das experiências profissionais:

– Mais de 20 anos de experiência em consultoria nas áreas de gerenciamento de projeto, tecnologia da informação e desenvolvimento de sistemas.
– Atuou como consultor em projetos nos EUA, Panamá e Chile e no gerenciamento de TI de empresas nos EUA, tendo residido neste país por mais de 10 anos.
– Atuou como consultor da Marinha do Brasil em Washington-DC (CNBW) por um período de 2 anos.
– Atualmente, é consultor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Formação acadêmica:

– Masters of Science Degree in Information and Telecommunication Systems, Johns Hopkins University, Baltimore – Maryland, USA, 1999.
– Bachelor of Arts Degree in Computer Information and Systems Science, University of the District of Columbia, Washington DC, USA, 1993.
– Associate of Arts Degree in Information Systems, Montgomery College, Rockville – Maryland, USA, 1991.

Ex-aluno do Curso H.

Jorge Mendes

Engenheiro de Sistemas

Formação Acadêmica:

Bacharelato em Oceanografia – UERJ – incompleto.
Bacharelato em Engenharia de Recursos Hídricos e do Meio Ambiente – UFF – Graduado em 2015 com foco em meteorologia sinótica da América do Sul e mudanças climáticas.

Resumo das experiências profissionais:

Lachmann – 2009 a 2011 – Agente Marítimo (visitador de navios).
Tide Maritime – 2011 a 2014 – Mesa de operações e atuação na área comercial como broker de navios CPP e DPP.
Curso H – Início em 2016.

Diego Soares

Engenheiro de Recursos Hídricos

O Capitão-de mar-e-guerra Paulo Roberto Valgas Lobo é autor do livro “Meteorologia e Oceanografia – Usuário Navegante”, adotado na bibliografia oficial para o Processo Seletivo para Praticantes de Prático (1ª edição: 1999, 2ª edição: 2007), e do livro de Meteorologia e Oceanografia para Ensino à Distância (2008).

Qualificações acadêmicas:

– Curso de graduação na Escola Naval (1959 a 1961);
– Curso de Aperfeiçoamento em Hidrografia e Navegação – DHN (1964);
– Mestrado em Meteorologia – INPE (1978 a 1981);
– Doutorado em Política e Estratégia Marítima – EGN (1988);
– Curso de Especialização em Previsão do Tempo e do Clima – UFRJ (1995);
– Curso de pós-graduação em Metodologia do Ensino Superior – UERJ (1998);
– Oceanógrafo (lei 11.760, de 31 de julho de 2008).

Experiências profissionais:

– Professor de Meteorologia e Oceanografia do Ensino Profissional Marítimo no CIAGA, desde 1995.
– Professor de Navegação, Meteorologia e Oceanografia na Escola Naval, de 1968 a 1971, e de 1999 a 2001;
– Comandante do Navio Hidro-Oceanográfico Canopus, 1986;
– Vice-Diretor do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira, 1987;
– Vice-Diretor da Escola Naval, de 1989 a 1990.

Valgas Lobo

Capitão–de–Mar–e–Guerra

Prático da ZP-14 (Vitória), aprovado no Processo Seletivo para Praticantes de Prático de 2012/2013.
Capitão-de-Fragata (FN) da Marinha do Brasil.
Ex-aluno do Curso H.

Resumo das experiências profissionais:

– Comando da Companhia de Comunicações de Fuzileiros Navais;
– Instrutor do Curso de Aperfeiçoamento para Oficiais Fuzileiros Navais;
– Instrutor da Escola Naval;
– Oficial de Intercâmbio na Second Marine Division, United States Marine Corp – Marine Corp Base Camp Lejeune – NC – USA (2007/2008).

Formação acadêmica e principais cursos:

– Colégio Naval (1980 a 1982);
– Escola Naval (1983 a 1986);
– Curso Especial de Comunicações para Oficiais;
– Curso de Aperfeiçoamento para Oficiais;
– Curso de Inteligência para Oficiais;
– Curso de Especialização em Operações Anfíbias, Espanha;
– Curso Expedito de Operações Militares em Área Urbana, Inglaterra;
– Curso de Armamento Antiaéreo, Exército Brasileiro;
– Curso de Comando e Estado Maior para Oficiais, Escola de Guerra Naval;
– MBA de Gestão Empresarial pelo COPPEAD.

Evandro D’Aquino

Prático

Aprovado no Processo Seletivo para Praticantes de Prático de 2012/2013 para a ZP-14 (Vitória);
Capitão-de-Corveta da Marinha do Brasil;
Engenheiro Naval;
Ex-aluno do Curso H.

Resumo profissional e acadêmico:

– Formado pelo Colégio Naval (1991);
– Bacharel em Ciências Navais pela Escola Naval, com especialização em eletrônica (1997);
– Realizou viagem de circunavegação no Navio-Escola Brasil (1998);
– Embarque na Corveta Inhaúma (1999);
– Formado em Engenharia Elétrica com ênfase em Computação pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, POLI-USP (2003).

Guido Botto

Prático

Aprovado no Processo Seletivo para Praticantes de Prático de 2012/2013.
Primeiro-Tenente da Marinha do Brasil.
Ex-aluno do Curso H.

Resumo das experiências profissionais:

– Embarcou em diversos navios da Marinha do Brasil e de Marinhas estrangeiras, ao longo de mais de 11 anos de carreira naval;
– Realizou viagem circunavegação no Navio-Escola Brasil (2009);
– Trabalhos na área de operações de inteligência e segurança na Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (CNUDS RIO+20), no Rio de Janeiro (2012);
– Intérprete e agente de ligação com a Royal Navy em operação conjunta das Marinhas do Brasil e Britânica (Passex Ocean), a bordo do navio HMS Ocean (2010);
– Diversas atuações como instrutor, na Marinha do Brasil e em instituições civis.

Formação acadêmica e principais cursos:

– Bacharel em Ciências Navais pela Escola Naval da Marinha do Brasil (2009);
– FA Basic Officer Leadership Course (Curso de Liderança para Oficiais do Exército Americano), graduado com honras de distinção (Distinguished Honor Graduate), Escola de Fort Sill, Oklahoma, EUA (2011);
– Brazilian Maritime Pilot Training, MITAGS & CURSO H, Baltimore, EUA (2013);
– Domínio dos idiomas inglês, francês e espanhol.

Paulo Torres

Prático

Aprovado no Processo Seletivo para Praticantes de Prático de 2012/2013 para a ZP-14 (Vitória).
Capitão-Tenente do Corpo da Armada da Marinha do Brasil, Hidrógrafo.
Ex-aluno do Curso H.

Resumo das experiências profissionais:

– Oficial do Centro de Hidrografia da Marinha, DHN (2014);
– Oficial de Manobra, Encarregado de Navegação e Encarregado da Divisão de Hidroceanografia do Navio Hidro-Oceanográfico Faroleiro “Almirante Graça Aranha” (DHN, 2012 a 2014);
– Embarque no Navio “Pará”, tendo navegado pelo Rio Amazonas e seus afluentes (2009 e 2010);
– Realizou viagem de circunavegação no “Navio-Escola Brasil” (2008);
– Monitor de navegação e manobra do navio de instrução “Guarda-Marinha Brito” (2007).

Formação acadêmica e principais cursos:

– Maritime Pilot Training – Mitags & Curso H, EUA (2013);
– Curso de Aperfeiçoamento de Hidrografia para Oficiais da Marinha (DHN, 2011);
– Escola Naval (2004 a 2007).

Raphael Sobreira

Prático

Aprovado no Processo Seletivo para Praticantes de Prático de 2012/2013 para a ZP-15 (Rio de Janeiro).
Capitão-de-Fragata da Marinha do Brasil e Capitão de Longo Curso da Marinha Mercante.
Ex-aluno do Curso H.

Resumo profissional e acadêmico:

– Ao longo da sua carreira na Marinha do Brasil, passou mais de 15 anos embarcado em navios de guerra;
– Instrutor do CIAGA em Manobra de Navio, Navegação Eletrônica e Navegação Astronômica;
– Mestrado em Ciências Navais;
– MBA em Gestão Empresarial, COPPEAD-UFRJ;
– Curso de Altos Estudos Militares, Escola de Guerra Naval;
– Curso de Estado Mayor de la Academia de Guerra de Naval de Chile.

Renato Kopezynski

Prático

– Nativo da língua inglesa, com doze anos de experiência no ensino de inglês, tendo lecionado em diversos países, dentre eles África do Sul, Brasil, Chile, Inglaterra e Angola.
– Graduado em Inglês e em Direito, é autor de diversos cursos de especialização, tais como: “Inglês para Pilotos da Aviação”, “Inglês para Comissários”, “Inglês para Praticagem” e “Inglês para Advogados”.

Informações adicionais:

– Proprietário da Global Aviation English e autor do maior Curso de Inglês online para aviação do mundo.
– Qualificação TEFL; e
– Autor de dez aplicativos para celular relacionados ao ensino de inglês.

Damon Freeman

Professor de Inglês

Prático dos Portos do Estado de São Paulo desde 2011.
Sétimo lugar geral no Processo Seletivo de 2011, somando 19 pontos na Prova Prático-Oral.
Graduado em Comércio Exterior pela Universidade Presbiteriana Mackenzie – SP (2005).
Capitão Amador.
Aluno da primeira turma do Curso H.

Caio Frare

Prático

Resumo das experiências profissionais:

- Técnico em Eletrônica;
- Piloto de aviões e planadores;
- Oficial da reserva de infantaria da FAB;
- Capitão Amador;
- Engenheiro Aeronáutico formado pelo ITA, com experiência em aerodinâmica, energia eólica e segurança de aeronaves.

Tomaz Cavalcante

Engenheiro Aeronáutico