Qual é o salário de Prático?

O “salário de prático” é, muitas vezes, o primeiro atrativo para os candidatos interessados pela carreira. De fato, os práticos estão entre os profissionais mais bem remunerados do país, mas não há, na verdade, salários como na maioria das posições do serviço público. Não se preocupe, pois vamos explicar essa questão!

Origem da Remuneração do Prático de Navios

Como não são funcionários públicos, militares, servidores ou empregados das empresas de navegação, os práticos não recebem salário. Em vez disso, têm, como profissionais autônomos, a remuneração variável de acordo com uma série de fatores, entre os quais podemos listar o movimento de cada porto, o porte dos navios e a sazonalidade do tráfego marítimo.

Essa dinâmica faz parte do conjunto de características que torna a Praticagem extremamente atrativa e diferente das demais profissões. Se não há salário, também não há monotonia. Diferentemente da maioria das carreiras do funcionalismo, que têm rotinas altamente previsíveis e repetitivas em repartições públicas, os práticos executam suas tarefas sempre em contato com a natureza, tendo a paisagem e o horizonte como verdadeiras ferramentas de trabalho – afinal, as referências visuais estão entre os elementos usados em conjunto com a tecnologia de navegação para executar as manobras.

Relação de Trabalho nas Zonas de Praticagem

Responsabilidade, disciplina e flexibilidade também são peculiaridades que tornam a Praticagem uma profissão estimulante e cobiçada. Não há a figura do chefe. Em vez disso, cada prático cumpre seus turnos de trabalho seguindo as regras da Autoridade Marítima e de acordo com as escalas estabelecidas com muita antecedência – o que permite ao prático ter grande previsibilidade de suas atividades em família, seus momentos de lazer e, claro, das horas dedicadas a estudos ou formação complementar.

Por questões de segurança, não pode haver sobrecarga de trabalho para que a fadiga não comprometa a segurança das operações – e esse é um aspecto da Praticagem presente em todos os países onde a atividade é exercida de forma independente, como é o caso do Brasil, Alemanha e Estados Unidos, entre outras nações.
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Salário de Prático x Remuneração

Por não haver no mercado profissão com o mesmo equilíbrio entre remuneração atrativa, rotina agradável e jornadas flexíveis, a Praticagem também é alvo críticas agressivas. E uma delas é a ideia equivocada de que existe um alto “salário de prático”, como se fosse o governo, e não empresas privadas, os responsáveis por essa remuneração.

Grande parte dos ataques tem origem ora no desconhecimento, ora na intenção de macular a reputação dos práticos. A remuneração de alto padrão é condizente, como vimos, com a qualidade exigida dos serviços, e vem acompanhada de investimentos das associações de práticos em uma infraestrutura confiável, adequada e dimensionada para as características de cada Zona de Praticagem.

Sobre a Responsabilidade Ambiental do Prático

Em geral, críticas à remuneração dos práticos ou aos custos da Praticagem expõem um raciocínio embasado nos gastos do armador. Mas há, além dessas cifras, uma dimensão quase incalculável a se considerar: a relevância do bom funcionamento da Praticagem para todo o país e a população.

Abençoado com uma das maiores faixas litorâneas do mundo – cerca de 9.200 km de extensão  – o Brasil tem no litoral e nos rios uma parte imprescindível de seu potencial econômico e de sua riqueza natural. Manter esses ecossistemas preservados e livres de acidentes é, ao mesmo tempo, um compromisso do país com o meio ambiente e com a sustentabilidade econômica e social de grandes cidades – entre elas as duas maiores metrópoles, São Paulo e Rio de Janeiro.

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Em resumo, apesar de não haver um “salário de prático”, nem um valor predeterminado mensal como pagamento, é correto afirmar que os práticos são muito bem remunerados – ou, melhor dizer, têm vencimentos à altura da responsabilidade, do grau de especialização e da importância das funções que desempenham.

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39 Comentários

  • Raphael Pinheiro

    15 de outubro de 2020

    Olá, tudo bem?

    Como o Prático não te uma remuneração fixa, como ficaria a questão da aposentadoria ? Entraria pelo INSS ?

    Atenciosamente.

    • Curso H

      15 de outubro de 2020

      Olá, Raphael! Essa é uma ótima pergunta. Apesar de ser um serviço de interesse público regido por um concurso realizado pela Autoridade Marítima, o Prático em si é um profissional autônomo com licença para exercer a profissão de forma privada, então a aposentadoria do Prático depende dele mesmo. Como profissional liberal, o Prático pode sim contribuir para o INSS visando criar sua aposentadoria, mas não temos informações se essa é uma prática comum no segmento.

  • Michael Douglas

    25 de agosto de 2020

    Olá, recentemente está tendo um discussão no Congresso Nacional sobre a privatização dos portos, como o de Santos no estado de São Paulo. Com isso, você sabe me responder se isso afetaria em algo no trabalho dos práticos ou traria melhorias?

    • Curso H

      26 de agosto de 2020

      Olá, Michael! A praticagem como profissão é diretamente influenciada pela movimentação portuária do Brasil. Quando os portos e a movimentação de cargas crescem (como tem acontecido em 2020), naturalmente será preciso trazer mais Práticos para suprir a demanda (o serviço é prestado 24h). Qualquer medida que busque melhorar o desempenho dos portos brasileiros reflete positivamente na praticagem. Se a privatização vai ou não trazer tais benefícios, isso não podemos afirmar, mas a expectativa é de uma melhoria geral a começar pelas medidas de desburocratização propostas pelo Ministério da Infra Estrutura. Diversas empresas nacionais e internacionais estão investindo no setor portuário brasileiro, incluindo a criação de várias novos portos privados. Se o setor portuário tem algo a ganhar com esse debate no Congresso, a Praticagem também sai ganhando.

  • Maira Andrade

    25 de agosto de 2020

    Meu pai tem 72 anos ele é advogado está se aposentando e tem carteira de capitão . O sonho dele é ser prático após aposentadoria , ele não tem nenhuma delimitação física além de diabete e miopia , ele pode ser prático?

    • Curso H

      25 de agosto de 2020

      Olá, Maira! Com relação a questões de saúde específicas como você citou, recomendamos que o candidato dê uma olhada na NORMAM 12, Capitulo 2, Seção 1, que é o documento que rege e regulamenta o acesso à carreira de Prático: https://www.marinha.mil.br/dpc/sites/www.marinha.mil.br.dpc/files/processo-selecao/normam12.pdf

      Lá você encontra a lista completa e muitos outros detalhes do acesso à carreira. Vale notar que para se tornar Prático seu pai terá de passar também em um teste físico, então ele precisa estar em boa forma física para estar apto. Qualquer dúvida, estamos aqui!

  • andre gustavo c f da silva

    24 de agosto de 2020

    Bom dia. O conhecimento e consequentemente o interesse pela profissão veio de um conhecido que era auditor fiscal da receita federal e largou o cargo ao se tornar prático. Lembro-me, na época, que ele disse ter se juntado a mais dois amigos e ter investido um capital relevante em sua preparação para o projeto praticante de prático, no qual logrou êxito. Gostaria de saber, com sinceridade, se realmente é necessário já ter uma condição financeira a cima da média para investir nesse projeto e fazer acontecer. Atualmente sou praça do exército, com uma renda mensal em torno dos 5.000,00 e estou pensando seriamente em mergulhar de cabeça nisso.

    Muito obrigado.

    • Curso H

      24 de agosto de 2020

      Olá, André! É totalmente possível se tornar Prático vindo de qualquer carreira. O acesso à praticagem se dá por um concurso público, então é uma questão de conhecer os temas do edital, buscar a bibliografia e foco nos estudos. Claro que estudar com suporte de um curso preparatório especializado, como resultados comprovados como o Curso H, é um grande diferencial nessa preparação, mas conhecendo o caminho das pedras é possível estudar sozinho. Vale lembrar que temos descontos especiais para militares, caso você opte por se preparar conosco. Nossa preparação completa para o concurso acontece no Curso Regular, com duração de 1 ano, mas se você estiver querendo apenas uma introdução rápida a todos os assuntos do edital, teremos no dia 29 o workshop Imersão na Praticagem (https://imersaonapraticagem.cursoh.com.br/), que é um evento de um dia com professores e Práticos convidados.

      Qualquer dúvida, se quiser falar com um dos nossos especialistas, é só mandar uma mensagem para o nosso WhatsApp: (21) 39030242

  • Felipe Oliveira

    21 de agosto de 2020

    Tenho 22 anos e curso superior. Qual a maneira mais rápida para obter o requisito de ser aquaviário da seção de convés?

    • Curso H

      24 de agosto de 2020

      Olá, Felipe! Você não precisa ser aquaviário da seção de convés para estar apto ao concurso, basta tirar sua certificação de Mestre Amador. A experiência prévia como aquaviário é apenas outra forma de qualificação do candidato. Já tivemos muitos Práticos aprovados com ajuda do Curso H que vieram de outras áreas e passaram com a certificação de Mestre Amador.

  • Bruno Dutra

    9 de agosto de 2020

    Olá tenho curso de Tecnólogo, tem algum impedimento?

    • Curso H

      12 de agosto de 2020

      Olá, Bruno! O diploma de Tecnólogo é válido se for reconhecido pelo MEC como equivalente a formação superior. É preciso verificar junto ao MEC essa informação.

      Você encontra mais detalhes sobre os requisitos do concurso na NORMAM 12.

  • Klaus

    5 de agosto de 2020

    Resumo do post: Qual é o salário do prático? Alto e cria inveja.
    Muito útil, obrigado.

    • Curso H

      12 de agosto de 2020

      A remuneração do Prático é variável, mas a média é alta de fato. Já pensou em se preparar para o concurso também?

  • CARLOS PEREIRA

    10 de abril de 2020

    Como é a prova física?
    Tenho 52 e marcapasso, mas sou ex atleta e estou em ótima forma física. Musculação pesada 5x na semana.
    Teria algum impedimento, por conta do marcapasso, que não me limita em nada?

    • joaorafael

      14 de abril de 2020

      Olá, Carlos! Segundo a NORMAM 12 (pode ser lida aqui: https://www.marinha.mil.br/dpc/sites/www.marinha.mil.br.dpc/files/processo-selecao/normam12.pdf), no item 0213, termo J-7, cita especificamente a presença de marca-passo como fato eliminatório para o concurso. Recomendamos a leitura completa deste item para mais detalhes.

      • Rodrigo Araujo

        23 de abril de 2020

        Sou formado pela escola naval e cheguei a capitão tenente, mas estou 10 anos afastado, como servidor público. Mesmo afastado já possuo os requisitos para fazer a prova ?

      • joaorafael

        28 de abril de 2020

        Olá, Rodrigo! No seu caso recomendamos dar uma lida com calma na NORMAM 12, Capítulo 2, Seção 1, Item 0202, que fala especificamente sobre os requisitos do concurso. Lá você vai encontrar todas as informações.

        Segue o link: https://www.marinha.mil.br/dpc/sites/www.marinha.mil.br.dpc/files/processo-selecao/normam12.pdf

      • Márcio Fernandes de Lima

        10 de junho de 2020

        Tem algum curso para profissão de 2 grau completo?

      • Curso H

        16 de junho de 2020

        Olá, Márcio! Infelizmente, o concurso para Prático exige ensino superior completo em qualquer área. Qualquer dúvida é só falar!

  • Mayer Fox

    16 de março de 2020

    Bom dia,
    Tenho 53 anos, sou servidor federal e advogado. Entretanto, busco uma virada na vida. Tenho relativa facilidade quanto a estudos e me empenho firmemente quando há um objetivo a ser alcançado. Me questiono, no entanto, sobre a viabilidade de iniciar a realização de um projeto como esse quando estiver com pelo menos 55 anos de idade.

    • joaorafael

      16 de março de 2020

      Olá, Mayer! Se tem algo que podemos afirmar com alguma certeza é que todo mundo que se torna Prático segue na carreira. Na verdade, o Brasil tem muitos profissionais com 60 anos de idade ou mais em atividade hoje. Como profissão, é uma escolha sem igual. Uma questão que talvez possa te atrapalhar é a parte física do Processo Seletivo, que exige um certo condicionamento para atividades como fazer barras e nadas por mais de 30 minutos. Tirando essa questão, idade não é realmente um fator limitante. Temos exemplos de Práticos que estudaram conosco e passaram no concurso em uma faixa de idade como a sua. Qualquer outra dúvida, é só falar!

  • JOSÉ JUNIOR

    31 de julho de 2019

    Senhores, sei que no governo Dilma houve uma legilslação que regulamenta a remuneração dos práticos. Isso está valendo? Houve alguma redução de salário?

    • Curso H

      1 de agosto de 2019

      Olá, José! O que ocorreu no governo Dilma não foi bem uma regulamentação da remuneração do setor, mas sim a criação da CNAP (Comissão Nacional para Assuntos de Praticagem), que foi o decreto 7.860 de 06 de dezembro de 2012. Essa comissão deveria debater assunto da Praticagem, incluindo a remuneração. Porém, este decreto foi revogado neste ano pelo Presidente Bolsonaro, no decreto 9.676 de 02 de janeiro de 2019. O novo decreto reduziu o força do CNAP e o sujeito ao Ministério da Infraestrutura. Na prática, nada mudou.

  • Carlos

    31 de maio de 2019

    Olá tenho 40 anos trabalho no porto de Santos a 10 anos, trabalho diretamente com embarque de produtos em navios, tenho interesse em ingressar na carreira de prático, qual os primeiros passos que tenho que dar? Gostaria de saber os detalhes, se tenho oportunidade de estar exercendo essa profissão??? Aguardando retorno

    • Curso H

      3 de junho de 2019

      Olá, Carlos! Qualquer pessoa que tenha ensino superior completo pode se tornar um Prático de Navios, basta estudar e passar no Processo Seletivo para Praticante de Prático. O Processo Seletivo possui várias fases, incluindo prova escrita, física e oral. Sendo ela a primeira etapa do processo, passar na prova escrita é um passo crítico para a sua aprovação. Em termos de preparação, recomendamos que você inicie seus estudos completando nosso Curso Regular, um preparatório completo feito exclusivamente para quem deseja passar no Processo Seletivo para Prático. O Curso Regular te dará toda a base teórica necessária para seguir estudando enquanto espera pela abertura do novo edital. Para você, o local mais próximo para realizar o curso seria nossa unidade de São Paulo. Caso queira tirar mais dúvidas ou iniciar seus estudos conosco, é só mandar uma mensagem para nossos consultores no WhatsApp (21) 39030242 ou no e-mail contato@cursoh.com.br.

  • Lucas Guimarães de Salles

    25 de janeiro de 2018

    Qual é o primeiro direcionamento que vocês dariam aos jovens de 22 anos , que querem seguir esta carreira ?

    • Curso H

      31 de maio de 2018

      Lucas,
      Se este for o seu caso, existem duas formas de atingir este objetivo:
      1. Cursar a EFOMM (Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante) se graduando como Oficial de Náutica e/ou Máquinas; e
      2. Obter QUALQUER diploma de nível superior em instituições de ensino reconhecidas pelo MEC.
      No primeiro caso, após graduado, você poderá trabalhar embarcado em navios de passageiros, navios tanques, embarcações do mercado offshore e etc, enquanto se prepara para o processo seletivo. O benefício desta opção é que você obterá pontuação de títulos na terceira etapa do processo seletivo, podendo chegar a 10 pontos, dependendo de sua patente e tempo de embarque/comando de navios.
      Se isto lhe atrai é preciso ficar atento pois a idade limite para ingresso na EFOMM é de 23 anos.
      Já na segunda opção, você irá trabalhar na área de sua preferência e, em paralelo, irá estudar para o processo seletivo. O benefício desta opção é que você não se prende à posição de marítimo, caso esta não lhe atraia, devido aos períodos longe de casa e da família.
      Bons estudos!

  • Rodolfo

    27 de setembro de 2017

    Boa noite. Gostaria de saber como ficou a questão da legislação que regula a remuneração do prático, emitida durante o governo da Dilma Roussef? Ela está ou não valendo? Houve redução da remuneração?

  • Cláudio Rênio

    21 de setembro de 2017

    Boa tarde! Gostaria de saber se a prova para prático é em inglês?

    • Igor Boettcher

      3 de fevereiro de 2018

      Não exatamente, mas os livros para prático são em inglês(alguns requeridos), é bom ter um certo domínio do inglês, pois algumas questões tem respostas em inglês, como os nomes de alguns componentes do barco.

    • Curso H

      21 de maio de 2019

      Olá, Cláudio!

      A prova escrita para Prático pode ser tanto em inglês quanto em português. No edital de 2006, por exemplo, a prova foi toda em inglês. Mesmo quando a prova é feita em português, muitos termos da praticagem são escritos em inglês, e espera-se que o candidato saiba interpretá-los. Já a segunda fase do Processo Seletivo, a Prova Oral, essa é feita sempre inteiramente em inglês, tendo em vista que é o idioma padrão para diálogo com os capitães de navios do mundo todo.

      Caso você sinta necessidade de aperfeiçoar seu domínio do inglês para o Processo Seletivo, temos um curso específico para esse fim onde você aprenderá tudo que é preciso saber para passar no teste sem problemas!

  • Victor

    10 de abril de 2017

    Boa noite, a respeito da periodicidade do processo seletivo, falaram que pode ser de 2 em 2 anos, porém estou notando um lapso temporal de 5 anos sem esse processo seletivo, não tem algo mais claro, ou mais objetivo em relação a isso, esse tempo estimado se deve a dificuldade que o país atravessa, fiquei muito interessado no curso, e na profissão, parabéns pelo site, tem muitas informações, Obrigado.

    • Curso H

      28 de abril de 2017

      Dois em dois anos seria uma periodicidade talvez ideal, com até umas 60 vagas. Acreditamos que este lapso que agora está em 5 anos se deve ao fato de que, no último processo seletivo, foram preenchidas aproximadamente 200 vagas. Não é possível afirmar tenha a ver com a crise econômica, pois os Práticos não são pagos pelo governo ou pelos estados. Uma coisa é certa: quanto mais longe do último, mais perto do próximo!

  • Gilson

    14 de agosto de 2016

    Boa noite. Gostaria de saber se eu posso concorrer à prova de prático sendo aposentado do inss?

  • Sergio M Schwab

    9 de janeiro de 2016

    Sou professor de inglês e tenho 51 anos de idade. Não tenho prática marítima mas fiquei interessado na profissão de ‘Prático’ e no CursoH. Com esta idade e sem experiência no mar é possível pensar nesta possibilidade de trabalho? Obrigado!

    • Curso H

      12 de janeiro de 2016

      Sim, você pode ser Prático. Diversas pessoas que foram aprovadas nos últimos processos seletivos não tinham qualquer experiência prévia ou formação náutica (literalmente, “partiram do zero”). Casos de sucesso de ex-alunos do Curso H incluem advogados, engenheiros, professores, funcionários públicos, enfim, pessoas de diferentes origens e campos de atuação.

      De acordo com as regras em vigor, basta habilitar-se como Mestre-Amador até a data de encerramento das inscrições. O candidato que não for profissional das ciências náuticas pode facilmente obter esta habilitação durante a sua preparação para a primeira etapa do PSPP. Para tal, basta inscrever-se nas Capitanias dos Portos e realizar uma prova simples que acontece várias vezes ao ano (às vezes, mais de uma por mês). O Curso H dispõe de um curso online específico que prepara para as provas de Mestre-Amador e Capitão-Amador os candidatos que não possuem qualquer formação na área marítima, e que serve também como uma introdução a diversos assuntos importantes para o PSPP.

      Neste link você encontra um tutorial que irá lhe esclarecer todas as dúvidas que ainda possas ter com relação ao PSCPP, etapas e pré-requisitos.

  • Carlos Silvério Pereira

    6 de novembro de 2015

    Gostaria de mais informações sobre carreira de prático, valor e forma de pagamento dos cursos e previsão de edital.

    • Curso H

      1 de dezembro de 2015

      Carlos, resumimos as principais dúvidas dos interessados na carreira de Prático no nosso “Tutorial sobre a Praticagem e o Processo Seletivo”. Nele você encontrará as informações que está buscando. Para fazer o download do eBook, basta clicar neste link.

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Resumo das experiências profissionais:

– Prático dos portos do Estado do Espírito Santo (desde 2009).
– Aprovado em primeiro lugar na prova escrita do processo seletivo de 2008. – Piloto de caça do Primeiro Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque (2002 a 2008).
– Gerente de Manutenção e Logística das aeronaves de caça da Marinha, no Comando da Força Aeronaval (2008).
– Professor da cadeira de Aerodinâmica do curso de formação de Aviadores Navais (2005-2006).
– Aviador Naval, tendo-se formado após quatro anos de cursos nas Marinhas Norte-Americana e Argentina (1999 a 2002).
– Como Oficial do Corpo da Armada da Marinha do Brasil, realizou viagem de circunavegação no NE Brasil (1997) e embarcou em navios da Marinha, desempenhando várias funções a bordo e desenvolvendo sua qualificação profissional em navegação e náutica.
– Formado pelo Colégio Naval (1990) e bacharel em Ciências Navais pela Escola Naval, com especialização em sistemas de armas (1996).

Ao longo de 18 anos de carreira na Armada da Marinha do Brasil, realizou diversos cursos, dentre os quais se destacam os seguintes:
– Curso de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA, 2006);
– Curso de Estado Maior para Oficiais Intermediários (Escola de Guerra Naval, 2005);
– Curso de Preparação para Recebimento de Aeronaves (Instituto de Aeronáutica e Espaço, Centro Tecnológico da Aeronáutica, 2004), primeiro colocado;
– Qualificação de Pouso a Bordo de Porta-Aviões (USS John F. Kennedy, 2002);
– Advanced Strike Flight (Meridian NAS, US Navy, 2001-2002);
– Oral Proficiency Skills for Aviation (Defense Language Institute, Department of Defense, EUA, 2001);
– Curso Avançado de Caça e Ataque (Primera Escuadrilla Aeronaval de Ataque, Armada Argentina, 2000);
– Curso de Formação de Aviadores Navais (Escuela de Aviación Naval, Armada Argentina, 1999), primeiro colocado;
– Curso de Guerra Eletrônica para Oficiais (CAAML, 1998);
– Curso de Especialização de Armamento para Oficiais (CIAW, 1997).

Fundou o Curso H em outubro de 2010, e desde então se dedica a prover aos seus alunos a mais completa preparação para todas as etapas do processo seletivo para Praticantes de Prático.

Hercules Lima

Prático

Resumo das experiências profissionais nas áreas afins:

– Capitão–de–Mar–e–Guerra (RM1) do Corpo da Armada, Hidrógrafo.
– Curso de Aperfeiçoamento de Hidrografia para Oficiais da Marinha – 1º lugar com distinção;
– Comandante do Navio Hidrográfico “Argus” da DHN;
– Comandante do Navio Hidro-Oceanográfico “Almirante Graça Aranha” da DHN;
– Comandante do Aviso Hidrográfico “Camocim” da DHN;
– Chefe da “Comissão de Levantamentos Hidrográficos da Amazônia” (COLAM);
– Imediato, Chefe dos Departamentos de Hidrografia e Oceanografia e Encarregado de Navegação de vários navios hidrográficos e oceanográficos da DHN;
– Encarregado de Navegação do Navio-Escola “Brasil” em viagem por 28 países de quatro continentes;
– Chefe do Departamento de Instrução da DHN;
– Encarregado da Divisão de Cartografia da DHN;
– Instrutor das disciplinas Cartografia, Hidrografia, Construção da Carta Náutica e Geologia Marinha do Curso de Aperfeiçoamento de Hidrografia para Oficiais da Marinha;
– Autor do livro “Capitão Amador – Navegação Segura em Cruzeiros de Alto-mar”, recomendado pela Marinha para a prova de Capitão-Amador.
– Professor das matérias Meteorologia, Oceanografia, Navegação em Águas Restritas, Publicações da DHN, Comunicações, Manobras de Navios, Sinalização Náutica e Gerenciamento de Passadiço para concursos para Praticante de Prático.
– Professor de cursos de preparação para Capitão-Amador e Mestre-Amador, Meteorologia, Oceanografia, Planejamento de Cruzeiro Oceânico, Navegação Eletrônica e Navegação Astronômica.
– Professor de aulas práticas de utilização de aparelhos eletrônicos de navegação (radar, AIS, GPS e ecobatímetro).

Jaime Felipe

Capitão–de–Mar–e–Guerra

Resumo das experiências profissionais nas áreas afins:

Engenheiro da Computação e Matemático.
Ex-aluno do Curso H.

Resumo das experiências profissionais:

– Petrobras CENPES, pesquisador na área de detecção de vazamentos (escoamento confinado), 2012 a 2014;
– WesternGeco Schlumberger, trabalhando embarcado com serviços de sísmica;
– Curso Elite, professor de matemática, Porto Alegre, 2003;
– Curso Mauá, professor de matemática, Porto Alegre, 2000 a 2003.

Formação acadêmica:

– Engenharia da computação, IME, Rio de Janeiro, 2004 a 2008;
– Matemática, UFRGS, Porto Alegre, 2000 a 2003.

Thyago Kufner

Engenheiro e Matemático

Resumo das experiências profissionais:

Nicolas Klachquin

Professor

Resumo das experiências profissionais:

– Mais de 10 anos de experiência em telecomunicações, tendo trabalhado como Engenheiro e Gerente de Projetos para as empresas Vivo e Nextel, no Brasil, e para a Kordia Solutions, na Austrália, durante 5 anos.
– Gerente de Projetos de logística de medicamentos na Luft Logistics.

Formação acadêmica:

– MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios (FVG – SP);
– Engenheiro Eletricista pela Universidade Federal da Bahia (UFBA);
– Curso de Especialização em Telecomunicações (UFBA);
– Engenheiro de Áudio pela Escola de Engenharia de Áudio (SAE), Brisbane, Austrália;
– Capitão Amador.

Ex-aluno do Curso H.

Pablo Zuniga

Engenheiro Elétrico

Formação Acadêmica:

Bacharel em Análise de Sistemas – 2007 – Universidade Estácio de Sá
Pós-Graduação em Gerenciamento de Projetos – COPPEAD / UFRJ (2009)

Paulo Freitas

Analista de Sistemas

Resumo das experiências profissionais:

– Mais de 20 anos de experiência em consultoria nas áreas de gerenciamento de projeto, tecnologia da informação e desenvolvimento de sistemas.
– Atuou como consultor em projetos nos EUA, Panamá e Chile e no gerenciamento de TI de empresas nos EUA, tendo residido neste país por mais de 10 anos.
– Atuou como consultor da Marinha do Brasil em Washington-DC (CNBW) por um período de 2 anos.
– Atualmente, é consultor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Formação acadêmica:

– Masters of Science Degree in Information and Telecommunication Systems, Johns Hopkins University, Baltimore – Maryland, USA, 1999.
– Bachelor of Arts Degree in Computer Information and Systems Science, University of the District of Columbia, Washington DC, USA, 1993.
– Associate of Arts Degree in Information Systems, Montgomery College, Rockville – Maryland, USA, 1991.

Ex-aluno do Curso H.

Jorge Mendes

Engenheiro de Sistemas

Formação Acadêmica:

Bacharelato em Oceanografia – UERJ – incompleto.
Bacharelato em Engenharia de Recursos Hídricos e do Meio Ambiente – UFF – Graduado em 2015 com foco em meteorologia sinótica da América do Sul e mudanças climáticas.

Resumo das experiências profissionais:

Lachmann – 2009 a 2011 – Agente Marítimo (visitador de navios).
Tide Maritime – 2011 a 2014 – Mesa de operações e atuação na área comercial como broker de navios CPP e DPP.
Curso H – Início em 2016.

Diego Soares

Engenheiro de Recursos Hídricos

O Capitão-de mar-e-guerra Paulo Roberto Valgas Lobo é autor do livro “Meteorologia e Oceanografia – Usuário Navegante”, adotado na bibliografia oficial para o Processo Seletivo para Praticantes de Prático (1ª edição: 1999, 2ª edição: 2007), e do livro de Meteorologia e Oceanografia para Ensino à Distância (2008).

Qualificações acadêmicas:

– Curso de graduação na Escola Naval (1959 a 1961);
– Curso de Aperfeiçoamento em Hidrografia e Navegação – DHN (1964);
– Mestrado em Meteorologia – INPE (1978 a 1981);
– Doutorado em Política e Estratégia Marítima – EGN (1988);
– Curso de Especialização em Previsão do Tempo e do Clima – UFRJ (1995);
– Curso de pós-graduação em Metodologia do Ensino Superior – UERJ (1998);
– Oceanógrafo (lei 11.760, de 31 de julho de 2008).

Experiências profissionais:

– Professor de Meteorologia e Oceanografia do Ensino Profissional Marítimo no CIAGA, desde 1995.
– Professor de Navegação, Meteorologia e Oceanografia na Escola Naval, de 1968 a 1971, e de 1999 a 2001;
– Comandante do Navio Hidro-Oceanográfico Canopus, 1986;
– Vice-Diretor do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira, 1987;
– Vice-Diretor da Escola Naval, de 1989 a 1990.

Valgas Lobo

Capitão–de–Mar–e–Guerra

Prático da ZP-14 (Vitória), aprovado no Processo Seletivo para Praticantes de Prático de 2012/2013.
Capitão-de-Fragata (FN) da Marinha do Brasil.
Ex-aluno do Curso H.

Resumo das experiências profissionais:

– Comando da Companhia de Comunicações de Fuzileiros Navais;
– Instrutor do Curso de Aperfeiçoamento para Oficiais Fuzileiros Navais;
– Instrutor da Escola Naval;
– Oficial de Intercâmbio na Second Marine Division, United States Marine Corp – Marine Corp Base Camp Lejeune – NC – USA (2007/2008).

Formação acadêmica e principais cursos:

– Colégio Naval (1980 a 1982);
– Escola Naval (1983 a 1986);
– Curso Especial de Comunicações para Oficiais;
– Curso de Aperfeiçoamento para Oficiais;
– Curso de Inteligência para Oficiais;
– Curso de Especialização em Operações Anfíbias, Espanha;
– Curso Expedito de Operações Militares em Área Urbana, Inglaterra;
– Curso de Armamento Antiaéreo, Exército Brasileiro;
– Curso de Comando e Estado Maior para Oficiais, Escola de Guerra Naval;
– MBA de Gestão Empresarial pelo COPPEAD.

Evandro D’Aquino

Prático

Aprovado no Processo Seletivo para Praticantes de Prático de 2012/2013 para a ZP-14 (Vitória);
Capitão-de-Corveta da Marinha do Brasil;
Engenheiro Naval;
Ex-aluno do Curso H.

Resumo profissional e acadêmico:

– Formado pelo Colégio Naval (1991);
– Bacharel em Ciências Navais pela Escola Naval, com especialização em eletrônica (1997);
– Realizou viagem de circunavegação no Navio-Escola Brasil (1998);
– Embarque na Corveta Inhaúma (1999);
– Formado em Engenharia Elétrica com ênfase em Computação pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, POLI-USP (2003).

Guido Botto

Prático

Aprovado no Processo Seletivo para Praticantes de Prático de 2012/2013.
Primeiro-Tenente da Marinha do Brasil.
Ex-aluno do Curso H.

Resumo das experiências profissionais:

– Embarcou em diversos navios da Marinha do Brasil e de Marinhas estrangeiras, ao longo de mais de 11 anos de carreira naval;
– Realizou viagem circunavegação no Navio-Escola Brasil (2009);
– Trabalhos na área de operações de inteligência e segurança na Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (CNUDS RIO+20), no Rio de Janeiro (2012);
– Intérprete e agente de ligação com a Royal Navy em operação conjunta das Marinhas do Brasil e Britânica (Passex Ocean), a bordo do navio HMS Ocean (2010);
– Diversas atuações como instrutor, na Marinha do Brasil e em instituições civis.

Formação acadêmica e principais cursos:

– Bacharel em Ciências Navais pela Escola Naval da Marinha do Brasil (2009);
– FA Basic Officer Leadership Course (Curso de Liderança para Oficiais do Exército Americano), graduado com honras de distinção (Distinguished Honor Graduate), Escola de Fort Sill, Oklahoma, EUA (2011);
– Brazilian Maritime Pilot Training, MITAGS & CURSO H, Baltimore, EUA (2013);
– Domínio dos idiomas inglês, francês e espanhol.

Paulo Torres

Prático

Aprovado no Processo Seletivo para Praticantes de Prático de 2012/2013 para a ZP-14 (Vitória).
Capitão-Tenente do Corpo da Armada da Marinha do Brasil, Hidrógrafo.
Ex-aluno do Curso H.

Resumo das experiências profissionais:

– Oficial do Centro de Hidrografia da Marinha, DHN (2014);
– Oficial de Manobra, Encarregado de Navegação e Encarregado da Divisão de Hidroceanografia do Navio Hidro-Oceanográfico Faroleiro “Almirante Graça Aranha” (DHN, 2012 a 2014);
– Embarque no Navio “Pará”, tendo navegado pelo Rio Amazonas e seus afluentes (2009 e 2010);
– Realizou viagem de circunavegação no “Navio-Escola Brasil” (2008);
– Monitor de navegação e manobra do navio de instrução “Guarda-Marinha Brito” (2007).

Formação acadêmica e principais cursos:

– Maritime Pilot Training – Mitags & Curso H, EUA (2013);
– Curso de Aperfeiçoamento de Hidrografia para Oficiais da Marinha (DHN, 2011);
– Escola Naval (2004 a 2007).

Raphael Sobreira

Prático

Aprovado no Processo Seletivo para Praticantes de Prático de 2012/2013 para a ZP-15 (Rio de Janeiro).
Capitão-de-Fragata da Marinha do Brasil e Capitão de Longo Curso da Marinha Mercante.
Ex-aluno do Curso H.

Resumo profissional e acadêmico:

– Ao longo da sua carreira na Marinha do Brasil, passou mais de 15 anos embarcado em navios de guerra;
– Instrutor do CIAGA em Manobra de Navio, Navegação Eletrônica e Navegação Astronômica;
– Mestrado em Ciências Navais;
– MBA em Gestão Empresarial, COPPEAD-UFRJ;
– Curso de Altos Estudos Militares, Escola de Guerra Naval;
– Curso de Estado Mayor de la Academia de Guerra de Naval de Chile.

Renato Kopezynski

Prático

– Nativo da língua inglesa, com doze anos de experiência no ensino de inglês, tendo lecionado em diversos países, dentre eles África do Sul, Brasil, Chile, Inglaterra e Angola.
– Graduado em Inglês e em Direito, é autor de diversos cursos de especialização, tais como: “Inglês para Pilotos da Aviação”, “Inglês para Comissários”, “Inglês para Praticagem” e “Inglês para Advogados”.

Informações adicionais:

– Proprietário da Global Aviation English e autor do maior Curso de Inglês online para aviação do mundo.
– Qualificação TEFL; e
– Autor de dez aplicativos para celular relacionados ao ensino de inglês.

Damon Freeman

Professor de Inglês

Prático dos Portos do Estado de São Paulo desde 2011.
Sétimo lugar geral no Processo Seletivo de 2011, somando 19 pontos na Prova Prático-Oral.
Graduado em Comércio Exterior pela Universidade Presbiteriana Mackenzie – SP (2005).
Capitão Amador.
Aluno da primeira turma do Curso H.

Caio Frare

Prático

Resumo das experiências profissionais:

- Técnico em Eletrônica;
- Piloto de aviões e planadores;
- Oficial da reserva de infantaria da FAB;
- Capitão Amador;
- Engenheiro Aeronáutico formado pelo ITA, com experiência em aerodinâmica, energia eólica e segurança de aeronaves.

Tomaz Cavalcante

Engenheiro Aeronáutico